As tendências de marketing em saúde identificadas pela VML no relatório Health Futures 2025 revelam um setor em plena transformação. Para gerentes de marketing que atuam em empresas de saúde, entender e aplicar essas tendências ao planejamento estratégico é vital para garantir relevância, confiança e conexão com seus públicos.

Neste artigo, exploramos as cinco principais tendências apontadas pela VML e como agências especializadas em branding podem apoiar os profissionais do setor nesse novo cenário.

 

REALIDADE EM TRANSFORMAÇÃO: QUANDO O VIRTUAL REDEFINE O QUE É REAL 

O que é a tendência? 

A chamada Reality Shift aponta para o crescente envolvimento de consumidores – especialmente da Geração Z – com realidades alternativas, como experiências no metaverso e narrativas geradas por IA.

Por que importa para o marketing em saúde? 

Essa mudança de percepção também impacta profissionais da saúde, pacientes e instituições. O que é considerado real, confiável e eficaz em termos de bem-estar e tratamentos está mudando.

Como aplicar no planejamento? 

  • Incorporar estratégias digitais imersivas como AR e VR para educação médica e campanhas de conscientização.
  • Criar conteúdo informativo confiável para combater a desinformação online.
  • Estimular influenciadores com credibilidade científica a divulgar conteúdos educacionais.

Exemplos reais 

A Bayer usou a realidade virtual para simular o impacto da endometriose, aumentando assim a conscientização sobre a saúde das mulheres, além de facilitar a comunicação entre médicos e pacientes sobre sintomas e tratamento.

A Pfizer criou um portal de informações com chat ao vivo e linha direta para esclarecer dúvidas de pacientes – um exemplo de autoridade confiável em meio ao caos digital.

 

A VOLTA DO TOQUE: O MOVIMENTO ANALÓGICO E O MARKETING SENSORIAL

O que é a tendência? 

Chamada de The Analog Movement, ela mostra a crescente valorização de experiências táteis, presenciais e analógicas em oposição à fadiga digital.

O que muda na saúde? 

Ao mesmo tempo em que a tecnologia continua a otimizar a assistência médica (com a integração da IA junto à força de trabalho), há também uma demanda por interações presenciais e engajamento sensorial na educação médica.

Existe um resgate do contato humano e do engajamento sensorial na comunicação com médicos e pacientes, valorizando novamente os materiais impressos, os workshops e experiências de encontros presenciais, mais intimistas e interativos. 

De acordo com a pesquisa, marcas que enviam bilhetes manuscritos (personalizados) ou convites para eventos de bem-estar criam conexões emocionais mais fortes com os profissionais da saúde do que mensagens online.

Estratégias recomendadas 

  • Desenvolver materiais impressos de alto padrão, como guias táteis e amostras físicas.
  • Promover eventos presenciais íntimos, voltados à imersão prática dos profissionais. 
  • Criar experiências que combinam arte e ciência para engajamento emocional.

Exemplo real

A Sanofi desenvolveu kits sensoriais que simulam doenças dermatológicas, para uso em treinamentos médicos.

 

SUPERPREVISORES: A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE HÍBRIDA DE DADOS E PESSOAS

O que é a tendência? 

A VML destaca os Superforecasters: profissionais que combinam pensamento probabilístico com sensibilidade humana para prever comportamentos e cenários complexos, aliados a ferramentas de IA.

Relevância estratégica

Em mercados complexos como o da saúde, apenas a IA ou a intuição humana não bastam. Uma abordagem híbrida é essencial para prever adesão a tratamentos, mudanças regulatórias e aceitação de novos produtos.

Como agir?

  • Utilizar plataformas de dados com curadoria humana para previsões mais acuradas.
  • Implementar mapeamentos preditivos da jornada do paciente.
  • Criar campanhas personalizadas com base em dados comportamentais e contexto de vida.

Exemplo real

AstraZeneca usa IA para prever abandono de tratamentos e elaborar campanhas educativas personalizadas para reduzir o risco.

 

O PARADOXO DA MARCA: ENTRE HUMILDADE E ESPETÁCULO

O que é a tendência? 

Batizada de The Brand Paradox, essa tendência mostra que o público espera marcas autênticas, mas também criativas e memoráveis.

Desafios para o setor de saúde 

Os consumidores, inclusive profissionais de saúde esperam que as marcas sejam emocionalmente engajantes e, ao mesmo tempo, verdadeiras e centradas no paciente

Na área da saúde esse equilíbrio se torna ainda mais sensível, pois as preocupações com a desinformação online, o papel da terapia assistida por IA, intervenções virtuais de saúde e o impacto psicológico de realidades alternativas na saúde mental impactam direta e profundamente a vida das pessoas.

Tantas mudanças refletem uma análise cultural mais profunda. De acordo com a pesquisa da VML, a confiança nas marcas está em seu nível mais baixo de todos os tempos, com apenas 13% dos consumidores acreditando firmemente que as marcas fornecem informações precisas. Em resposta, as empresas estão adotando marcas mais humildes – rejeitando a grandiosidade em favor de mensagens cruas e conscientes. Porém a honestidade por si só não basta. Mais da metade dos anúncios atuais não consegue despertar uma reação emocional, e 73% dos consumidores querem que as marcas se esforcem mais para entretê-los. Por isso, o equilíbrio é tão desafiador e se torna imprescindível ter clareza sobre quem a marca é no mercado. No que ela acredita? O que ela flexibiliza e o que realmente não abre mão? O risco de ser esquecível é tão perigoso quanto o de não ser confiável. A busca é por um equilíbrio entre visibilidade e confiança.

Recomendações práticas 

  • Construir narrativas envolventes que partam da experiência do paciente.
  • Apostar em conteúdo educativo interativo, fiel aos propósitos de marca, ao invés de campanhas promocionais generalistas.
  • Usar influenciadores com legitimidade e ações em eventos esportivos e culturais, desde que alinhados aos valores da marca.

Exemplo real 

A Eli Lilly firmou parceria com a WNBA para abordar equidade em saúde com autenticidade e relevância cultural.

 

O CONSUMIDOR SELETIVO: MAIS SAÚDE, MENOS EXCESSO

O que é a tendência?

Chamada de Underconsumption, essa tendência mostra um comportamento mais criterioso e seletivo em relação ao consumo. Essa mudança é impulsionada pela incerteza econômica, preocupações com a sustentabilidade e um movimento cultural mais amplo em direção ao consumo consciente. Porém, a saúde continua sendo uma prioridade uma vez que as pessoas estão buscando cada vez mais produtos e serviços que melhorem a qualidade de vida.

O novo paciente

Pacientes estão mais seletivos em seus investimentos e escolhas de tratamento, mas não apenas porque desejam economizar e sim porque buscam o tratamento que melhor se adeque ao seu caso. Segundo o relatório, querem entender não só o que funciona, mas por que aquilo é melhor para eles. Desejam tratamentos com justificativas personalizadas e baseados em testes mais inclusivos. Cada vez mais, os pacientes buscam tratamentos que tenham validação em pessoas com características similares às suas.

Como comunicar melhor?

  • Posicionar terapias como investimentos inteligentes, não como despesas.
  • Adaptar mensagens ao contexto de vida do paciente, não apenas à condição médica.
  • Utilizar insights comportamentais para desenhar jornadas mais relevantes. O setor precisa abandonar a mentalidade baseada em volume e adotar uma narrativa mais intencional e baseada em resultados. Devem posicionar os tratamentos e terapias oferecidos não como simplesmente “ter mais saúde”, mas como “ter a saúde certa, no momento certo e pelos motivos certos”.

Exemplo real

Campanhas que mostram a eficácia no longo prazo, praticidade e impacto real são preferidas às que focam apenas em preço ou benefícios técnicos.

 

O PAPEL DA AGÊNCIA DE BRANDING NO SUCESSO DESSAS ESTRATÉGIAS

Como a Nortearia pode ajudar

Agências especializadas como a Nortearia ajudam gerentes de marketing a:

  • Traduzir tendências em posicionamento de marca relevante.
  • Pensar e propor experiências integradas e tenham sinergia real com o seu público.
  • Utilizar design e narrativa para diferenciar a marca no cenário competitivo da saúde.
  • Fornecer apoio estratégico de marca no planejamento de campanhas que equilibram inovação, autenticidade e resultado.

     

CONCLUSÃO: ADAPTABILIDADE E EMPATIA COMO DIFERENCIAIS

As tendências de marketing em saúde para 2025 exigem mais do que acompanhar a tecnologia – exigem sensibilidade humana, clareza de entendimento e estratégias personalizadas para construir e impulsionar uma marca.

Para os gerentes de marketing, o desafio está em transformar incertezas em ações assertivas. Com apoio de uma agência especializada em branding, é possível criar estratégias conectadas com o presente e preparadas para o futuro. Fortalecer ainda mais o valor percebido de sua marca, tornando perceptível e admirável a sua verdadeira essência.